quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O hábito... morre de velho.

A propósito de um texto que li aqui

"O hábito é a mais infame das doenças porque nos faz aceitar qualquer infelicidade, qualquer dor, qualquer morte. Por hábito vivemos com pessoas odiosas, aprendemos a andar acorrentados, a suportar injustiças a sofrer, resignamo-nos à dor, à solidão, a tudo. O hábito é o mais impiedoso dos venenos porque entra em nós lentamente, silenciosamente, cresce a pouco e pouco alimentando-se da nossa inconsciência e, quando descobrimos que a temos sobre nós, já todas as nossas fibras se adaptaram a ela, já todas as atitudes foram por ela condicionadas, não existe já remédio que possa curar-nos".

Oriana Fallaci in “Um Homem”

E apetece perguntar... Quando será que é esse momento, se é que existe, em que é já tarde demais? Tarde demais para ser consciente.. tarde demais para ser corajoso?
Na verdade acho que não há tarde demais... mas sim querer de menos.
Alguém, algures, em tempo algum, terá justificação para se resignar à infelicidade, a não ser que, de facto, no meio de todos os seus medos, ela seja, no fim de contas, aquilo que mais quer?

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