quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Templo limpo


Ouvi em tempos uma história que era assim:
Num mosteiro havia o grande Mestre e o Guardião.
O Guardião morreu e o grande Mestre reuniu todos os irmãos para escolher quem o iria substituir.
Assumiria o posto o monge que conseguisse resolver, primeiro, o problema que iria apresentar naquele momento.
Então o Grande Mestre colocou um banquinho no centro da sala e, em cima, um vaso de porcelana raríssimo, com uma belíssima rosa vermelha a enfeitá-lo.
Disse apenas: “Aqui está o problema!”
Todos olharam atentamente. O vaso lindíssimo, de valor extraordinário, a flor maravilhosa no centro! O que representam? O que fazer? Qual será o enigma?
Nesse momento, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e “zapt”. Destruiu tudo com um só golpe.
Logo que o discípulo retornou ao seu lugar, o Grande Mestre disse:
“Você é o novo Guardião... Não importa que o problema seja algo lindíssimo. Se for um problema, precisa ser eliminado”

Um bom guardião do seu templo, sabe eliminar o que é (ou já foi...) tão belo, mas que na verdade, já não nos faz crescer, já não traz nada de novo, apenas permanece ali, ocupando espaço...

Espaço livre... é o bem mais precioso num templo.

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