quinta-feira, 12 de março de 2009

Beleza e Fealdade


Kahlil Gibran escreveu, entre tantos outros escritos que me são especiais... também esta história maravilhosa:

Deus criou o mundo e tudo o mais que era preciso. Olhou em volta e sentiu que faltavam duas coisas: beleza e fealdade. Portanto foram estas as duas últimas coisas que criou. Naturalmente, deu roupa bonita à beleza e roupa feia à fealdade. Depois mandou-as a ambas do Paraíso para a Terra.
Era uma longa viagem e, quando chegaram à Terra, elas sentiam-se cansadas e sujas de pó, portanto decidiram que a primeira coisa que iam fazer era tomar um banho. Era manhã cedo, o sol estava a nascer e elas dirigiram-se a um lago, deixaram a roupa na margem e mergulharam ambas. Era refrescante e a agradável e soube-lhes muito bem.
A beleza nadou para o meio do lago e, quando olhou para trás, ficou surpreendida: a fealdade desaparecera. Voltou para a margem e descobriu que a sua roupa também tinha desaparecido. Então a beleza compreendeu o que acontecera. A fealdade roubara-lhe a roupa e fugira.
Desde então a fealdade esconde-se nas roupas da beleza e a beleza veste obrigatoriamente a roupa da fealdade.



Citado por OSHO, que comentou assim:

É uma história bonita.
A fealdade precisa de algo atrás do qual se esconder, para a ajudar a fingir – precisa de uma máscara. A beleza nem sequer pensara nisso. Não lhe ocorrera sequer a ideia de que era possível que a fealdade lhe roubasse a roupa e fugisse.
Quando o nosso coração palpita com bondade, com bênçãos, não sentimos qualquer desejo de ser presidente ou primeiro-ministro. Não temos tempo a perder neste jogo feio das políticas de poder. Temos muita energia – essa energia vem com o bem. Criamos música, compomos poesia, esculpimos a beleza, fazemos coisas para as quais não é preciso poder. Tudo o que é necessário já nos foi fornecido. É essa a beleza do bem: é intrinsecamente poderoso.

1 comentário:

Oui C'est Moi disse...

Que história! ;)
Bem verdade.