domingo, 5 de julho de 2009

Rio Amor



Quando desejamos muito uma coisa e ela é boa, é sempre verdade. Mas até que ganhe asas e se possa soltar, leva o seu tempo. É preciso esperar em silêncio. Com paciência. E certeza.

(...)

Não sei porque te conto estas coisas da minha vida.
A minha vida é tão simples, a minha terra do Alentejo tão longe da tua; o rio que corre na minha terra tão pequenino que, às vezes, nem leva água: atravessa-se assim mesmo, como se fosse uma estrada.
Sabes como se chama o rio da minha terra?
Rio Amor.
Rio Amor é o rio da minha infância.

Qual é o rio da tua infância?


Maria Rosa Colaço in "Maria-Tonta, como eu". 1983.

Sim, Maria-Tonta-como-eu, estamos aqui e temos as palavras. As palavras que sempre nos ligaram. E tal como tanto desejaste... digo-te que é verdade. A ponte entre o teu rio e o meu rio é um grande, imenso arco-íris, onde voltamos sempre a deslizar, cheios de luz e esperança.

aguarela de JW Paclipan

4 comentários:

Carolina disse...

Bela música.
De que se trata?
;)

Castelo de Asgard disse...

Lindo... :)!

Maria Carmo disse...

Olá! Tudo o que existe é AGORA e é BELO!

Como eu concordo!

Já tenhos novos posts no "A New World in the Making" - onde estou a tentar levar mais longe (através da lingua inglesa) estas mesmas ideias, místicas partilhas...


Passam por lá?

Abraço,

Maria Carmo

Castelo de Asgard disse...

Olá de novo :)! Hoje venho para te dar uma novidade, acabei de criar um novo blog:

http://casadeariadne.blogspot.com/

É um espaço para as conversas informais que, até agora, tinham de ficar de fora do Castelo. Aparece por lá, eu ficaria muito feliz :)!

Beijinhos ***

Ariadne