sábado, 10 de outubro de 2009

Sábado... só.

(Imagem de Xavier Mathieu )

Em pleno Outono, um pleno dia de sol
o calor abraça um certo frio por dentro
há longo instalado
já bem o conheço e é assim
uma espécie de grito
calado

as crianças brincam
e o seu riso
embate e escorre nos muros do meu abandono
e das minhas perguntas

os amigos trazem sorrisos e palavras
vêm e vão
tanto sol, tanto mar
tanta gente e tanta solidão.

3 comentários:

preis disse...

Muito bonito este poema.

Caracoleta disse...

(((Obrigada Paulo, um abraço para ti )))

Banalidades disse...

Belo. Sentido. Uma solidão tão minha conhecida... Gostei muito deste poema singelo, mas tão significativo.