sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Um sonho

Foto de Michal Hulimka


Quando começa?
Quando termina?
Pode ser tudo um sonho.
Posso acordar agora e ser uma estrela
O universo todo no tempo de um gesto
Ontem era um grão de pó, mas não me lembro.
Só o sofrimento é real.
Como uma pedra que não se engole, nem se cospe.
Mas que se joga, entre os sentidos que habitam os corpos.
Que coisas todas dentro de mim
se amontoam, se entretêm e me atormentam?
Conforto é, apenas, o meu princípio recordável,
a memória feliz da inocência
e da colorida expectativa...

Um sonho?

Mãe, pai...
Que vou ser, quando morrer?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Onde vivem os monstros



Solidão, tristeza, raiva, esperança, medo, aventura.
Todos os monstros, estranhos e belos, que temos cá dentro.
Uma viagem que me apetece fazer.
Fico à espera da estreia em Portugal, este mês!

They're Here.

domingo, 1 de novembro de 2009

Samhain, o fim do Verão


As origens do Halloween, Noite de Todos os Santos, também conhecida como Noite das Bruxas, remontam ao antigo festival celta de Samhain, palavra de origem gaélica irlandesa que significa “Novembro”.

Este festival marca o fim do Verão, com o fim das colheitas, e o início de um novo ano no calendário celta, celebrado no primeiro dia de Novembro.

O ano celta começa com o duro Inverno, altura facilmente associada à morte humana. Os Celtas acreditavam que nesta noite que antecedia o novo ano, a fronteira entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos se tornava mais ténue, permitindo o contacto entre uns e outros, num clima favorável aos rituais de adivinhação e profecias, feitos pelos Druidas.
Para um povo que dependia inteiramente de um mundo natural volátil, estas profecias eram uma importante fonte de conforto e orientação durante o longo e frio Inverno.

Roda do Ano Celta

Samhain, no 1º dia de Novembro, é pois, um festival de escuridão e vigília, equilibrado no extremo oposto da Roda do Ano, por Beltane, no 1º dia de Maio, um festival de luz e fertilidade, a seis meses de distância.


Para já o Inverno, longo, frio, necessário.
No escuro silêncio, o que é morto e o que é vivo cá dentro, se confrontam e conversam.
No escuro silêncio, a seu tempo, surgirão sussurros de novos começos.