domingo, 1 de novembro de 2009

Samhain, o fim do Verão


As origens do Halloween, Noite de Todos os Santos, também conhecida como Noite das Bruxas, remontam ao antigo festival celta de Samhain, palavra de origem gaélica irlandesa que significa “Novembro”.

Este festival marca o fim do Verão, com o fim das colheitas, e o início de um novo ano no calendário celta, celebrado no primeiro dia de Novembro.

O ano celta começa com o duro Inverno, altura facilmente associada à morte humana. Os Celtas acreditavam que nesta noite que antecedia o novo ano, a fronteira entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos se tornava mais ténue, permitindo o contacto entre uns e outros, num clima favorável aos rituais de adivinhação e profecias, feitos pelos Druidas.
Para um povo que dependia inteiramente de um mundo natural volátil, estas profecias eram uma importante fonte de conforto e orientação durante o longo e frio Inverno.

Roda do Ano Celta

Samhain, no 1º dia de Novembro, é pois, um festival de escuridão e vigília, equilibrado no extremo oposto da Roda do Ano, por Beltane, no 1º dia de Maio, um festival de luz e fertilidade, a seis meses de distância.


Para já o Inverno, longo, frio, necessário.
No escuro silêncio, o que é morto e o que é vivo cá dentro, se confrontam e conversam.
No escuro silêncio, a seu tempo, surgirão sussurros de novos começos.

4 comentários:

Marta disse...

Que interessante Carla e que bonitas também, as tuas palavras.
Gostava de ler mais sobre esta temática das festividades celtas, que tanto referes aqui no teu blog.
Sugeres-me algum livro onde possa explorar mais o tema?
Obrigada

Marta

Caracoleta disse...

Olá Marta, em particular sobre as festividades celtas, costumo encontrar muita informação na net (costumo pesquisar em lingua inglesa), mas um bom livro para teres perto de ti o ano todo é um almanaque pagão como o Mandrágora das edições Zéfiro:

http://www.zefiro.pt/zefiro.htm

É um caminho cheio de sentido, que se faz ao longo do ano, em estreita ligação com o mundo natural, algo que se tem vindo a perder no tempo... mas que, no meu entender, é vital para manter uma verdadeira saúde do ser humano. Não há saúde sem equilíbrio espiritual, sem a consciência de quem somos, e de como estamos inevitavelmente ligados a tudo o que constantemente muda em nosso redor.
Um abraço e boas leituras!

SER disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marta disse...

Obrigada Carla, pela sugestão e também pelas tuas palavras!
Desculpa não ter respondido antes, mas só aqui voltei hoje :))
Concordo plenamente contigo em tudo o que disseste! Viver em harmonia com o mundo natural é cada vez mais, para mim, uma prioridade!
Obrigada mesmo :)
Beijinho