quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Fazer a Diferença!


A síndrome de Asperger não está estampada na cara, mas existe, e é até bastante comum. Tal como nas outras assim designadas "perturbações do desenvolvimento" existe uma grande variedade dentro desta "constelação" Asperger e um espectro de severidade ou intensidade de expressão das características. E é por ser tantas vezes relativamente subtil, fora de determinados contextos sociais, particularmente stressantes, como por exemplo uma sala de aula, que estas crianças são ainda tão mal compreendidas, e com elas também, as suas famílias, às quais facilmente se aponta o dedo do julgamento alheio: "Não lhe sabe dar educação"!

A este respeito, como em tantas outras matérias, a ignorância é o grande inimigo da evolução. E para isso existem associações como a APSA - Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger - que ajudam a informar e desmistificar esta forma mais funcional de autismo, mas que é um desafio enorme para os pais, professores, técnicos e todas aquelas pessoas numa comunidade que, de uma forma consciente, atenta e dedicada, lutam por uma integração eficaz destes jovens no mundo em que vivemos.

As pessoas autistas existem um pouco por todo o lado. Muitos de nós conhecerão pessoas com alguma perturbação do espectro autista, sem que tenham consciência disso. O Autismo não é uma tragédia, nem um efeito colateral da genialidade, é uma diferença a ser reconhecida e valorizada. Uma diferença necessária. É da diferença que nasce a riqueza, a criatividade, a evolução! A diferença é a cor numa tela cinzenta, é o desafio, é um motor de crescimento e maturidade e uma fonte também de um enorme sentimento de gratidão e humildade, para todos quantos conscientemente escolhem lidar com ela.

O fabuloso desafio de educar uma criança "Aspie" é simultaneamente uma gratificante experiência, sobretudo quando a partilhamos com uma "família alargada" de pais e profissionais que, movidos pela força una do amor, lutam diariamente pela felicidade destas crianças, num mundo ainda tão tristemente "deficiente" em lidar com a diferença.

A minha gratidão à APSA e às pessoas que se unem e lutam por fazer a DIFERENÇA... tão necessária!

1 comentário:

Layara disse...

...Gostei imenso de ler esse texto,esclarecedor.

beijoo!