sexta-feira, 26 de março de 2010

As simple as that...


When we believe that everything is everyone else's fault, we live in suffering.
When we grow aware that everything is created by ourselves alone, we learn about peace and joy.


Quando pensamos que tudo é culpa dos outros, vivemos em sofrimento.
Ao tomarmos consciência que tudo deriva apenas de nós próprios, aprendemos a paz e a alegria.


Dalai Lama

quarta-feira, 17 de março de 2010

Viver e Morrer... e Dançar...


Em homenagem a Alan Michael Peck, 12Jan 1948 - 3 Março 2010.

Aquilo que a lagarta percebe como sendo o fim, é para a borboleta apenas o início.

Disse o Buda:

Esta nossa existência é transitória como as nuvens de outono. Ver o nascimento e a morte dos seres é como olhar os movimentos de uma dança. Uma vida é como um clarão de um relâmpago no céu, rápida como uma torrente que se precipita montanha abaixo.

Sogyal Rinpoche, em "O Livro Tibetano do Viver e do Morrer"

Um abraço imenso para ti Paula, o tributo que lhe fizeste é lindíssimo.

domingo, 14 de março de 2010

Avatar


No hinduísmo, Avatar é a palavra em sânscrito que significa a descida deliberada de uma divindade do céu à terra.

E o nome não poderia ter sido melhor escolhido, para reflectir a essência da mensagem deste extraordinário filme que acabo de ver, no Auditório António Chaínho em Santiago do Cacém. Bem haja o cinema na nossa terra!

Extraordinário foi também o facto de eu ter começado a ler, hoje, no curto intervalo deste filme, as primeiras páginas de um livro muito especial que trazia comigo à espera de uns momentos de sossego para começar, "O Lugar da Alma" de Gary Zukav.

Não há coincidências, não é verdade?


Há coisas que se reúnem, de uma forma tão impactante, num mesmo momento e espaço, para nos trazer um sentido tão pleno e perfeito... que só me ocorre mesmo chamar-lhes "divinas" ou "avatares"...

Mais do que um entretenimento de ficção científica, o filme é uma belíssima e importantíssima lição de ecologia espiritual, a lição que temos que aprender, o paradigma que temos que mudar se quisermos ter sucesso evolutivo.

O povo de Pandora, estes selvagens de um futuro imaginado, inspira-nos a redescobrir a consciência da alma. E a encontrar o poder autêntico que nasce de dentro do Ser, dos valores espirituais partilhados, num profundo respeito pelo delicado equilíbrio e interligação de todas as coisas. A liberdade e a responsabilidade, o passado e o futuro. A vida e a morte.

O povo de Pandora, tinha uma forma de sabedoria que transcendia aquilo que actualmente conhecemos. Mas não conhecer, não significa que não exista. Apenas significa que somos ainda muito ignorantes.

Que os nossos cinco sentidos convencionais já não chegam para percepcionarmos o que precisamos percepcionar.

Não há nada de não científico nesta visão. Uma visão que ontem era estranha, fantasiosa e esotérica, hoje é científica, necessária, inteligente, vital. É a estratégia que pode salvar a humanidade, se ela se descobrir a ela própria, a tempo.

No mais fundo de Pandora, sabemos, encontra-se a esperança.

Enquanto descobrimos que a Terra, este nosso lugar, é o único lugar que temos, o lugar de tudo, o Lugar da Alma.

terça-feira, 2 de março de 2010

Viver


Viver perigosamente significa viver.

Os que são corajosos mergulham de cabeça. Procuram todas as oportunidades de perigo. A sua filosofia não é a das companhias de seguros. A sua filosofia de vida é a de um alpinista, de um planador, de um surfista. E não é apenas nos mares exteriores que eles surfam; surfam nos seus próprios mares interiores. E não é apenas no exterior que eles trepam aos Alpes e aos Himalaias; também procuram os picos interiores.

Quanto maior for o perigo, mais vivo te sentes.

Então o momento presente é muito nítido, como uma chama. É suficiente. Vives no aqui e agora.

E um único momento dessa intensidade é mais agradável do que toda uma eternidade de uma vivência medíocre.

Adaptado de textos de Osho, in "Coragem - a alegria de viver perigosamente."