domingo, 25 de abril de 2010

E a propósito de Liberdade...

... lembrei-me de desencantar do baú... este velhinho poema que escrevi, há já uma boa dúzia de anos.



Estradas

Não amo mais.
Se me pronunciares essa palavra
Vou rir na tua cara
Posso fingir
Até divertir-me.
Podes acreditar que me tens.
Mas não.
Agora sou livre.
Vou passar por ti e por quem vier
Mas no fundo dos teus olhos só vejo estradas.
Não vou ficar.
Desculpa se te atravesso
Não te derrames
Não te posso ajudar
Não preciso de ajuda
As tuas palavras doces
São brinquedos.
Ao cair da noite
Ficarão espalhadas pelo chão
Onde ainda ontem
Brilhavam na escuridão
Como fantasmas, as promessas
Um longo e inebriante abraço.
Não digas nada.
Se alguma vez amei
Foi um sonho.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Macpost com dragões


Há dias em que saímos de casa de manhã e não imaginamos que nos vão acontecer coisas tão fantásticas, quanto imprevistas.

Como hoje.

O meu Leo foi ao cinema pela primeira vez. Calhou. No regresso de uma ida ao CADIn, íamos lanchar com a madrinha ao Cascais Shopping, e lembrámo-nos de ver se estaria em cartaz o filme dos dragões que o Leo tanto gosta: "Como Treinar o Seu Dragão." E estava. Foi uma aventura! Em poucos instantes, vi-me a olhar para o meu filho, de óculos escuros 3D e abraçado a um balde de pipocas gigante... e eu a sentir um orgulho emocionado, perante aquela imagem inédita, que subitamente fez crescer tanto o meu filho, como se aquele balde de pipocas fosse uma espécie de canudo universitário em dia de cerimónia de formatura. Caramba! As coisas que tocam um coração de mãe...

E o filme revelou-se soberbo...

Juntos voámos no dorso de um belíssimo dragão negro, velozes e felizes. Não sei qual de nós dois, era a criança mais entusiasmada da plateia. Mas certamente, e até porque a audiência era reduzida neste dia, devíamos classificar-nos nos dois primeiros lugares.

Aquele jovem Viking, um rapazinho magricela e algo desajeitado face aos imponentes guerreiros Vikings, mas bem inteligente, de espírito científico e pensamento crítico, no meio de uma aldeia dominada pelas velhas tradições e costumes... era-me extraordinariamente familiar. Não poderia ter sido melhor o protagonista nesta estreia cinematográfica do meu pequeno herói. Identificou-se desde o início.

E eu vim de lá apaixonada pelo Fúria da Noite, de grandes olhos verdes, orelhas expressivas, dentes retracteis e um roncar delicioso, a fazer-me lembrar uma mistura entre o Gizmo (dos Gremlins) e o E.T.


No final passámos pela FNAC (entenda-se Fúria da Noite Após Cinema) e trouxe um bichinho novo de estimação. Pois é. Este é o primeiro post que escrevo a partir de um Macintosh.
Mudei de cavalo para dragão... e agora o filme que se segue é... "Como Treinar a Sua Dona"!

domingo, 18 de abril de 2010

Papoila à chuva



Estou como a chuva...
Que canta, que chora...
Que me odeia, que me adora...
Que grita, que escorre...
Que vive, que morre...
Que me leva, que me lava...
Que me aviva, que me apaga...
Que me agride, que me abraça...
Que me diz que tudo passa...
Tudo muda, tudo gira
É verdade. É mentira?
Realidade, ilusão...
Um caminho, um coração.
Chove, chove, chove...
E é quase, quase Verão.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Childish, please.

In order to make things a reality, you have to dream about it first.

How many of us still dream of the possibilities?...
How many of us are focused on limitations?...





If you don't keep the inner child alive, you're already dead.
Grow up... and get it back.