sábado, 15 de maio de 2010

O Contrato Maior

No Amor, o único contrato de verdadeiro valor é aquele que cada um de nós, livremente escolhe, escrever no seu coração. É um contrato de fidelidade que fazemos connosco próprios, de celebrar a eternidade do Amor em cada momento.

O verdadeiro casamento é um contrato íntimo e pessoal, sem prazo, que se nutre e se renova a cada dia… a cada hora… e a cada minuto… de livre, espontânea e consciente vontade.

Ninguém é de ninguém. E a grande beleza do amor é ser a celebração de uma escolha livre, a escolha de nos darmos a outra pessoa, sem nunca deixarmos de pertencer apenas a nós mesmos.

O amor é assim... como uma borboleta. Se o tentarmos guardar na nossa mão fechada, tiramos-lhe o pó mágico das asas que lhe permite voar. Tiramos-lhe o brilho e passamos a ter, bem seguro na nossa mão... um vulgar insecto.

E por isso, amamos verdadeiramente, quando sabemos acolher, apreciar e agradecer, de coração aberto, a beleza selvagem de uma borboleta pousada na nossa mão. É assim que o amor, como um milagre, pousa em nós.

E sempre que a borboleta voa, contemplamos com gratidão, o seu magnífico voo...

... porque a sua magia impregnou-nos para sempre.

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