domingo, 21 de novembro de 2010

Um caso de amor



..."Um verdadeiro criador não é, de todo, um criador. Um verdadeiro criador torna-se instrumental. Ele é possuído pelas grandes forças. As forças selvagens de Deus possuem-no. Os mares e os céus selvagens de Deus possuem-no. Ele torna-se um bocal. Ele pronuncia-se, mas não são suas as palavras. Ele pinta, mas não são suas as cores. Ele canta, mas não seus os sons. Ele dança, mas dança como se possuído – alguém dança através dele.
A questão é… se o teu ego desaparece na meditação, o que acontecerá ao teu trabalho? Se é uma profissão, irá desaparecer, e é bom que desapareça. Ninguém deveria ser um profissional. O teu trabalho deveria ser o teu amor. Se assim não for, o trabalho torna-se destrutivo. Então de alguma forma arrasta-lo e toda a tua vida se torna baça. Torna-se vazia, não realizada. Estás a fazer algo que desde logo nunca quiseste fazer. É violento. É suicida. Estás a matar-te lentamente, envenenando o teu próprio sistema. O teu trabalho deveria ser o teu amor, a tua oração. Não a tua profissão.
Deveria haver paixão fluindo entre ti e o teu trabalho. Quando verdadeiramente encontraste a tua vocação, é um caso de amor. Não é que o tenhas que fazer. Não é que tenhas que te forçar a fazê-lo. Subitamente, fá-lo de uma forma totalmente diferente que não conhecias antes. Os teus passos têm uma dança diferente, o teu coração zumbe. Todo o teu sistema funciona pela primeira vez no seu óptimo. É uma realização. Através dela encontrarás o teu ser – tornar-se-á o teu espelho, irá reflectir-te. O que quer que seja. Uma pequena coisa.
Não são só as grandes coisas que se tornam vocações, não. Uma coisa pequena. Podes fazer brinquedos para crianças, ou sapatos, ou tecer roupa, ou qualquer outra coisa.
Não importa o que é, mas se o amas, se te apaixonaste por isso, se fluis sem reservas, se não te estás a conter, se não te estás a arrastar – estás a mover-te numa dança – irá purificar-te. O teu pensamento, pouco a pouco, desaparece. Será uma música silenciosa, e pouco a pouco, sentes que não é apenas trabalho. É o teu ser. A cada passo realizado, algo em ti floresce.
E rico é o homem que encontrou a sua vocação. E mais rico é o homem que encontra realização pelo seu trabalho. Então toda a vida se torna uma adoração.
O trabalho deveria ser uma adoração, mas isso é possível apenas quando o teu ser se torna mais meditativo. Pela meditação reunirás coragem para abandonar a profissão e caminhar para a vocação".

OSHO, Yoga: The Alpha and Omega. Vol. 7. Ch. 6.
Tradução livre de Carla Guiomar.




sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Nothing gold can stay




Nature's first green is gold,
Her hardest hue to hold.
Her early leafs a flower;
But only so an hour.
Then leaf subsides to leaf.
So Eden sank to grief,
So dawn goes down to day.
Nothing gold can stay.


(Robert Frost, 1923, New Hampshire)

I was just reading this, this morning, tasting words along with my cappucino, as I get to the last pages of Stephen Cope's "The Wisdom of Yoga", and I felt myself floating all day in it.
Perception of beauty, I know, is something so simple as this deep resonance with the most intimate truth our heart holds.
True beauty hurts. Pleasure and pain become one and the same. Sadness and joy, as well.
All emotions in one, slowly become no emotion at all, as they are cooked in the fire of consciousness...
Awareness rises above, contemplating, this deep, intense, sense of beauty and a strange kind of peace.
This fire is where broken hearts burn and melt, and expand... and go on pulsing love and blood... forever broken, forever open.
This fire... this love... is all there is. All the invisible gold has always been here, behind my eyes.

domingo, 7 de novembro de 2010

The moment


I took this picture 3 weeks ago, in Point Pleasant Park, Halifax, Nova Scotia.
There is only this brief moment in time when the little sailboat moving, is perfectly captured in the right place of a meaningful composition. As with everything else in life...

Be present for that moment.
Then you can, and must, let it pass you by.
Like the air you breathe, all is continuously moving.
Everything changes. Nothing stays the same.
Keep breathing. Keep moving.
And be grateful for that memory of happiness.
When you live it fully, every moment becomes eternal.

As an ancient sanskrit poem says:

Look to this day
for it is life
the very life of life.
In its brief course lie all
the realities and truths of existence
the joy of growth
the splendor of action
the glory of power.
For yesterday is but a memory
And tomorrow is only a vision.
But today well lived
makes every yesterday a memory
of happiness
and every tomorrow a vision of hope.
Look well, therefore, to this day....
~~

Live it well!