terça-feira, 28 de outubro de 2014

The magician



This is no news. Humans have known it for ages, for all time. That’s where stories of magic, spell and blessings come from.
The power of consciousness to generate matter. Religions attributed it to a Divine entity as a power above the common man. Science rejected it, only because it was not evolved enough to be able to prove it.
Yet all this separation is an illusion. This power is resting in each one of us, common mortals, as a shiny treasure waiting to be discovered, behind a secret door that we never cross, in a mysterious room we never dare to play in.
The fact is, we are creating our own reality. Every minute, every day. 
With or without awareness. 


The ultimate intelligence then, must be, to become our own fully empowered, perfectly Natural, magician!
A day will come, in an exercise of imagination, or should I say, I-magic-nation, when there will be nothing transcendent in this affirmation. Because we will have transcended by then, our self imposed mind limitations. We will truly own our thoughts, feelings and beliefs, as faithful systems of support of our most vital needs and aspirations. We will have dawned into the era of Homo sapiens magus. And 'super' will be inside nature, not above it.

If, as Arthur C. Clarke said, ‘Any sufficiently advanced technology is indistinguishable from magic’, then, why shouldn't any sufficiently intelligent human, be the true sorcerer of his own destiny?

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Pequeno poema de Outono...

De regresso às aulas, em mais um belíssimo fim-de-semana do Curso de Pedagogia Waldorf... um desafio criativo que nos foi lançado na aula de Drama e um nariz entupido que não me deixava adormecer, fizeram nascer este pequeno poema. 


Cai a folha levezinha
vem pousar na minha mão
amarela, doiradinha
baila, gira... até ao chão.

Anda o vento a varrer
a subir em rodopio
fecho o fecho de correr
É Outono, já faz frio!

Não me quero constipar
sobem folhas pelo ar
num alegre farfalhar
e o lume a crepitar...
são castanhas a assar!

Queres provar? - Diz a mãe
Olha como cheiram bem!
Mas eu cheirar não consigo
Têdo-o-dadiz-etupido!

domingo, 19 de outubro de 2014

Toda a gente tem um anjo

Sir Galahad - The Quest of The Holy Grail, Arthur Hughes, 1870.

Toda a gente tem um anjo
Luísa Barreto

Toda a gente tem um anjo
Em quem pode confiar
Disseram-me que ao crescer
O Anjo vai-se esconder
E só vem se eu o chamar

Então, eu chamo o meu anjo
Chamo, chamo, sem parar
Mas mesmo assim ele só vem
Se eu me conseguir encontrar

Por isso eu fecho os olhos
Mas custa-me respirar
Sem saber se o anjo vem
Mas sabendo o que é amar

Eu sinto o trágico mundo
De homens morrendo a lutar
Por aquilo em que se enganam
Sem anjos para os guiar

E ponho-me a amar os homens
Nesse mundo a procurar
E engano-me com eles
Mas somos mais a tentar

Para a frente, para a frente
Que dentro há algo a cantar
O que está dentro é tão forte

No homem a caminhar

Que não há tempo a perder
À espera de um anjo a vir:
Eu tenho os pés nesta Terra
E tarefas a cumprir.

Eu faço parte do mundo.
É importante viver.
Sou companheiro de todos
Os que lutam por querer.

Que o mundo é feito p'ra amar
A vida, p'ra se tecer
E aquilo que eu Olhar
É posto por mim a Ser.

Não te percas no caminho.
Há sempre um fio a seguir.
Se queimares o que te prende
Novas forças vão surgir.

De dentro vem uma Luz
Que nos começa a aquecer.
Essa Luz virá p'ro mundo,
Temos que a fazer crescer.

Essa Luz é Olhar fundo
E nela posso sentir...

Repousa agora, descansa,
Fecha os olhos p'ra dormir.
E sorri para o teu Anjo:
Afinal, chegou a vir...