quarta-feira, 22 de abril de 2015

Isabelle

Amiga maravilhosa​!... Era Primavera há 8 anos atrás quando nos conhecemos aqui, no Alentejo, e desde logo nasceu esta amizade, que se foi fortalecendo mesmo à distância, entre partilhas nos nossos blogues, onde nos íamos revendo numa mesma forma de ser e estar na Vida, unidas na nossa paixão pela arte da fotografia e das palavras... pela arte de viver... pela contemplação de tudo o que vive dentro e fora de nós, por uma alegria de criança no peito, por um amor incondicional à vida.. 


Não cheguei a visitar-te nas tuas lindas montanhas, onde eras tão feliz.

E esta Primavera partiste.
E nestes dias fiquei, sem palavras.
Neste sentimento de 'sem ti'...
E senti.. senti... senti...
Que não há 'sem ti'.

Há sim, Rendição perante a Vida Morte Vida, esta misteriosa fronteira que nos é tão desconhecida...
Gratidão porque os nossos caminhos se cruzaram na Terra...
Alegria por saber que vives em cada um de nós, que tivemos o privilégio de te conhecer e de sermos tocados pela tua luz.

As palavras são tão imperfeitas para expressar tudo o que sentimos, toda a beleza que vemos no mundo, porque vive dentro de nós...
Como disse Rumi, o silêncio é a linguagem de Deus, tudo o resto é uma pobre tradução..

E contudo, também precisamos das palavras.
E ninguém as poderia escolher melhor do que o nosso profeta, Kahlil Gibran,
que aqui partilho hoje, em homenagem ao teu espírito imortal.

Gosto de te imaginar assim, no topo da montanha, a dançar e a cantar, na mais plena liberdade.



On Death

 Kahlil Gibran

You would know the secret of death.
But how shall you find it unless you seek it in the heart of life?
The owl whose night-bound eyes are blind unto the day cannot unveil the mystery of light.
If you would indeed behold the spirit of death, open your heart wide unto the body of life.
For life and death are one, even as the river and the sea are one.
In the depth of your hopes and desires lies your silent knowledge of the beyond;
And like seeds dreaming beneath the snow your heart dreams of spring.
Trust the dreams, for in them is hidden the gate to eternity.
Your fear of death is but the trembling of the shepherd when he stands before the king whose hand is to be laid upon him in honour.
Is the shepherd not joyful beneath his trembling, that he shall wear the mark of the king?
Yet is he not more mindful of his trembling?
For what is it to die but to stand naked in the wind and to melt into the sun?
And what is it to cease breathing, but to free the breath from its restless tides, that it may rise and expand and seek God unencumbered?
Only when you drink from the river of silence shall you indeed sing.
And when you have reached the mountain top, then you shall begin to climb.

And when the earth shall claim your limbs, then shall you truly dance.

1 comentário:

Trumbuctu disse...

Fiquei sem palavras. Nunca cheguei a conhecer a Isabelle pessoalmente mas trocámos muitas palavras. E últimanente tenho pensado tanto nela ...

Sem palavras ...

Paula