terça-feira, 11 de abril de 2017



Amo-te tanto meu Alentejo
ainda mais quando te vejo
em vivo amarelo e dourado
de vermelho salpicado
a esvoaçar corações
em espigas entrelaçados
sem medos, sem cuidados
tantos segredos guardados
atravessando estações...
Estão os campos pontuados
de encarnadas explosões
maduras saias de seda
rasgando verdes botões.
Abril, Abril, papoilas mil
Canta o vento nos teus prados
E é doce e terna a canção
Que te anima as papoilas
E a mim, meu coração
Neste vai-e-vem de esperança
Antes que chegue o Verão
Dançamos juntos, e eu sei
Que é efémera esta dança
E eterna esta paixão.